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Title: Petrogênese e geoquímica de rochas metaultramáficas e metamáficas do Corpo Córrego dos Boiadeiros, Grupo Nova Lima, Quadrilátero Ferrífero, MG.
Authors: Fernandes, Victor Matheus Tavares
metadata.dc.contributor.advisor: Evangelista, Hanna Jordt
Queiroga, Gláucia Nascimento
Keywords: Magmatismo
Rochas igneas
Petrogênese - Minas Gerais - Quadrilátero Ferrífero
Issue Date: 2016
metadata.dc.contributor.referee: Lana, Cristiano de Carvalho
Evangelista, Hanna Jordt
Citation: FERNANDES, Victor Matheus Tavares. Petrogênese e geoquímica de rochas metaultramáficas e metamáficas do Corpo Córrego dos Boiadeiros, Grupo Nova Lima, Quadrilátero Ferrífero, MG. 2016. 97 f. Dissertação (Mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2016.
Abstract: O Corpo Córrego dos Boiadeiros (CCB) é composto por uma associação de rochas metaultramáficas e subordinadamente metamáficas, localizado nas proximidades do município de Nova Lima, área central do Quadrilátero Ferrífero (QF). A partir de estudos de campo, petrográficos, de química mineral, geoquímicos e de balanço de massa, procurou-se contribuir ao entendimento da petrogênese do CCB e de seu significado geológico no contexto do greenstone belt arqueano Rio das Velhas. Como objetivo adicional, buscou-se caracterizar a evolução pedogeoquímica e significado econômico de mantos de intemperismo derivados das rochas metaultramáficas. O Corpo Córrego dos Boiadeiros se estende por aproximadamente 12 km². A oeste ocorre em contato com quartzitos da Formação Moeda estruturados no Sinclinal Moeda, enquanto a leste ocorre em contato com xistos pelíticos e máficos do Grupo Nova Lima. Os litotipos metaultramáficos do CCB são serpentinito, esteatito, tremolita-serpentina granofels e clorita-tremolita xisto. Clinozoisita-actinolita granofels corresponde ao litotipo metamáfico. Serpentinito corresponde ao litotipo de maior abundância do corpo e é constituído pela associação mineral serpentina + magnetita. Esteatito ocorre ao longo de zonas cisalhadas do corpo e é composto por talco + carbonato. Tremolita-serpentina granofels ocorre como pequenos núcleos circundados por serpentinitos foliados. É constituído pela associação mineral serpentina + tremolita ± talco. Clorita-tremolita xisto ocorre nas maiores profundidades dos testemunhos de sondagem, em proximidade aos litotipos encaixantes do CCB. É constituído pela associação mineral tremolita + Mg-clorita ± talco ± flogopita. O litotipo metamáfico clinozoisita-actinolita granofels é composto por actinolita + clinozoisita ± clorita ± albita ± quartzo. As associações minerais hidratadas e as variações nos teores de elementos como SiO2 e MgO sugerem que o metamorfismo no CCB tenha sido assistido por fluidos hidrotermais associados ao metassomatismo, conduzidos por zonas cisalhadas. As associações minerais dos litotipos indica que o pico metamórfico se deu em fácies xisto verde superior (± 500ºC). Texturas reliquiares blastocumuláticas no tremolita-serpentina granofels apontam algumas regiões isentas de deformação no interior do corpo. Veios de crisotila indicam um evento metamórfico tardio, em temperaturas entre 250º a 300ºC, sob condições de fácies sub-xisto verde. Geoquimicamente o protólito das rochas metaultramáficas se assemelha a peridotitos komatiíticos, tais quais komatiitos cumuláticos ou sills acamadados de alto magnésio, gerados em condições anorogênicas. A composição química de cromitas reliquiares também sugere ambiente anorogênico de formação. O protólito das rochas metamáficas se assemelha quimicamente a rochas tholeiíticas de alto MgO, pertencentes à série subalcalina e geradas em ambiente similar aos MORB. As assinaturas dos ETR dos litotipos metaultramáficos e metamáfico do CCB, com razões similares aos padrões condríticos, sugerem fusão parcial de um manto primitivo, pouco diferenciado. A similaridade em termos de ambiência geológica e assinaturas de ETR sugerem que os protólitos das rochas metaultramáficas e metamáficas do CCB são cogenéticos. Com base nos dados gerados por este trabalho, é possível concluir que o Corpo Córrego dos Boiadeiros corresponde a um corpo intrusivo máfico-ultramáfico relacionado ao magmatismo komatiítico do greenstone belt Rio das Velhas, metamorfizado em fácies xisto verde. Por fim, a evolução pedogeoquímica dos mantos de intemperismo do CCB indica ganho de Fe2O3, Al2O3, Cr2O3, Ni, V, Co, ETR e perda de MgO e SiO2, CaO, Pt e Au da base para o topo do perfil.
metadata.dc.description.abstracten: The Córrego dos Boiadeiros Body (CBB) comprises an association of metaultramafic and subordinated metamafic rocks, located near the town of Nova Lima, at the central area of the Quadrilátero Ferrífero (QF). Based on field, petrographic, mineral chemistry, geochemistry and mass balance studies this study aimed to contribute to the investigation of the petrogenesis of the CBB and its geologic significance concerning the Archean Rio das Velhas greenstone belt context. An additional objective was the characterization of the pedogeochemical evolution and the economic significance of the weathering mantles derived from the metaultramafic rocks. The CBB outcrops in an area of 12 km². To the west the body is in contact with quartzites of Moeda Formation, structured in the Moeda syncline while to the east the contact is with pelitic and mafic schists of the Nova Lima Group. The metaultramafic lithotypes are serpentinite, steatite, tremolite-serpentine granofels and chlorite-tremolite schist. Clinozoisite-actinolite granofels corresponds to the metamafic lithotype. The most abundant rock type is the serpentinite composed of serpentine + magnetite. Along shear zones there was the formation of steatite composed of talc + carbonate. Tremolite-serpentine fels occurs as small pods surrounded by the foliated serpentinite. It is composed of serpentine + tremolite ± talc. Chlorite-tremolite schist was found at the lower portions of drill cores next to the underlying host rocks. Its composed of tremolite + Mg-chlorite ± talc ± phlogopite. The metamafic clinozoisite-actinolite fels is composed of actinolite + clinozoisite ± chlorite ± albite ± quartz. The highly hydrated mineral associations and the large variation of chemical components like SiO2 and MgO suggest that the metamorphism on the CBB was associated with metassomatic hydrothermal fluids conducted along shear zones. The mineralogy of the lithotypes indicates metamorphic peak at the upper greenschist facies (± 500ºC). Relict blastocumulatic textures, as found in the tremolite-serpentine fels, indicate that portions within the CBB where preserved from deformation. Crisotile veins were formed during a late sub-greenschist facies metamorphic event under temperatures near 250º-300ºC. Geochemically the protolith of the metaultramafic rocks is similar to the komatiitic peridotites such as cumulatic komatiites or layered high-magnesium sills generated under anorogenic conditions. The chemical composition of relictic chromite also suggests an anorogenic context. The protolith of the metamafic rocks is chemically similar to the high-MgO tholeiites of the subalkaline series generated under similar conditions as the MORB. The REE-signatures show ratios similar to the chondrite pattern for both metaultramafic and metamafic lithotypes, which may indicate melting of a primitive and poorly differentiated mantle source. The similarities of the geologic setting as well as of the REE signatures suggest that the CBB metaultramafic and metamafic protolith are cogenetic. Based on the results of this work it is possible to conclude that the CBB is a mafic-ultramafic intrusive body related to the komatiitic magmatism of Rio das Velhas greenstone belt, metamorphosed in greenschist facies. At last, the pedogeochemical evolution of the weathering mantles of the CBB indicates gains on Fe2O3, Al2O3, Cr2O3, Ni, V, Co, ETR and loss of MgO e SiO2, CaO, Pt e Au from bottom to the top of soil profile.
Description: Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia. Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.
URI: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/7082
metadata.dc.rights.license: Autorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 25/10/2016 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.
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