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dc.contributor.advisorQueiroga, Gláucia Nascimentopt_BR
dc.contributor.advisorCabral, Alexandre Raphaelpt_BR
dc.contributor.authorPimenta, Júlia de Souza-
dc.date.accessioned2022-03-08T17:47:27Z-
dc.date.available2022-03-08T17:47:27Z-
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.citationPIMENTA, Júlia de Souza. Caracterização de filão aurífero hospedado em itabirito: geologia, geoquímica e mineralogia da Mina Veloso, Ouro Preto, Minas Gerais. 138 f. 2020. Dissertação (Mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/14631-
dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.pt_BR
dc.description.abstractOuro Preto é o símbolo da corrida do ouro que começou no final do século XVII, levando ao estabelecimento da província de Minas Gerais. Uma das inúmeras minas subterrâneas de Ouro Preto é a histórica mina do Veloso, localizada no flanco sul do anticlinal de Mariana, com um filão aurífero de quartzo amplamente brechado e hospedado em itabirito. O filão brechado apresenta concentrações locais de material goethítico em trama boxwork e corta em baixo ângulo a foliação do itabirito encaixante. Minerais de sulfeto estão geralmente ausentes, mas arsenopirita e pirita podem ser observados esporadicamente em bolsões ricos em goethita. Análises quantitativas por microssonda eletrônica do material goethítico e análises químicas de rocha total mostram As entre os elementos menores. O elemento também foi encontrado como escorodita, um mineral arsenato de ferro hidratado que ocorre localmente no material goethítico. Ouro em grãos livres foi observado por microscopia de luz refletida em seção polida do material goethítico. Análises quantitativas de microssonda eletrônica mostraram que o ouro é pobre em Ag, cuja quantidade varia de e <0,03% a 11,2%. Turmalina, um mineral imperceptível à vista desarmada no depósito de Veloso, foi recuperada em concentrado de minerais pesados. O mineral ocorre principalmente como cristais euédricos independentes e, notavelmente, como inclusões em grãos de ouro, indicando uma ligação espacial, e possivelmente genética, entre turmalina e a mineralização de ouro. A turmalina é essencialmente dravita, mas alguns cristais zonados têm bordas ricas em schorlita. Medições in situ para isótopos de B produziram um espectro de valores de δ 11B entre -21 e -9 ‰. Esta faixa é semelhante à obtida na turmalina do depósito de Passagem de Mariana, o depósito aurífero melhor documentado da região. A jazida de ouro do Veloso está hospedada no Itabirito Cauê, unidade estratigráfica que é capa da jazida de Passagem de Mariana. Assim como Veloso, Passagem também se localizada no anticlinal de Mariana; ao contrário do Veloso, a turmalina é abundante em Passagem. O menor valor de δ 11B, -21 ‰, encontrado em Veloso sugere que o boro não foi exclusivamente proveniente de rochas metassedimentares clásticas circundantes, mas também de evaporito não-marinho, lixiviado por fluido que levou à formação da mineralização aurífera na borda sudeste do Quadrilátero Ferrífero durante a orogenia Brasiliana em ca. 500 Ma. Todas as linhas de evidência mineralógica indicam que o veio de Veloso originalmente tinha arsenopirita, turmalina e ouro argentífero. A brechação do filão de quartzo aurífero com turmalina–arsenopirita e a percolação de soluções aquosas de baixa temperatura levaram a: (i) oxidação da arsenopirita em goethita contendo As e, subordinadamente, escorodita; (ii) lixiviação de Ag do ouro argentífero para formar ouro essencialmente puro; (iii) ou mesmo dissolução do ouro argentífero e reprecipitação como ouro pobre em Ag.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsabertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectTurmalina - isótopospt_BR
dc.subjectDepósitos mineraispt_BR
dc.subjectOuropt_BR
dc.subjectQuadrilátero Ferrífero - MG - anticlinal de Marianapt_BR
dc.titleCaracterização de filão aurífero hospedado em itabirito : geologia, geoquímica e mineralogia da Mina Veloso, Ouro Preto, Minas Gerais.pt_BR
dc.typeDissertacaopt_BR
dc.rights.licenseAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 21/11/2021 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.pt_BR
dc.contributor.refereeQueiroga, Gláucia Nascimentopt_BR
dc.contributor.refereeRios, Francisco Javierpt_BR
dc.contributor.refereeFonseca, Marco Antôniopt_BR
dc.description.abstractenOuro Preto is the symbol of the gold rush that started at the end of the seventeenth century, leading to the establishment of the province of Minas Gerais. One of the numerous underground workings of Ouro Preto is the historical Veloso mine, located in the southern flank of the Mariana anticline, which has an itabirite-hosted auriferous quartz lode that is widely brecciated. The brecciated lode has local concentrations of goethitic material showing boxwork fabric and truncates at low angle the foliation of the host itabirite. Sulfide minerals are generally absent, but arsenopyrite and pyrite can sporadically be observed in goethite-rich pockets. Quantitative electron-probe microanalyses of the goethitic material and whole-rock chemical analyses yielded As as a minor constituent. Arsenic has also been found as scorodite, a hydrous iron-arsenate mineral that locally occurs in the goethitic material. Gold was identified as free grains by reflected-light microscopy on polished sections of the goethitic material. Quantitative electron-probe microanalyses showed that the gold is poor in Ag, the amount of which varies from <0,03% a 11,2%. Tourmaline, an elusive mineral in the Veloso deposit, was recovered from a heavy-mineral concentrate. The mineral mostly occurs as single euhedral crystals and, notably, as inclusions in gold grains, indicating a spatial and likely genetical link between tourmaline and gold mineralisation. Tourmaline is essentially dravite, but some zoned crystals have schorl-rich rims. In situ measurements for B isotopes yielded a wide range of δ 11B values, from -21 to -9‰. This range is similar to that obtained from tourmaline of the Passagem de Mariana deposit, the best documented auriferous lode deposit in the region. The Veloso gold deposit is hosted in the Cauê Itabirite, a stratigraphic unit that is the hanging-wall of the Passagem de Mariana deposit. Like Veloso, Passagem is also located in the Mariana anticline; unlike Veloso, tourmaline is abundant at Passagem. The lowest tourmaline δ 11B value of -21‰, found at Veloso, suggests that the boron was not exclusively sourced from surrounding clastic metasedimentary rocks, but also from non-marine evaporite leached by fluid that was conducive to auriferous lode formation in the south-eastern edge of the Quadrilátero Ferrífero during the Brasiliano orogeny at ca. 500 Ma. All lines of mineralogical evidence indicate that the Veloso lode originally had arsenopyrite, tourmaline and argentiferous gold. Brecciation of the tourmaline–arsenopyrite-bearing, auriferous quartz lode and percolation of low-temperature aqueous solutions led to: (i) oxidation of arsenopyrite to As-bearing goethite and minor scorodite; (ii) Ag leaching from argentiferous gold to form essentially pure gold; (iii) or even dissolution of argentiferous gold and reprecitation of gold poor in Ag.pt_BR
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