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Título: Sociabilidade e relações econômicas de mulheres forras na vila de Pitangui : (1750-1820).
Autor(es): Miranda, Ana Caroline Carvalho
Orientador(es): Chaves, Cláudia Maria das Graças
Palavras-chave: Escravos
Escravos libertos
Economia
Mulheres - condições sociais
Pitangui - MG
Data do documento: 2017
Membros da banca: Chaves, Cláudia Maria das Graças
Andrade, Francisco Eduardo de
Almeida, Carla Maria Carvalho de
Referência: MIRANDA, Ana Caroline Carvalho. Sociabilidade e relações econômicas de mulheres forras na vila de Pitangui : (1750-1820). 2017. 148 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2017.
Resumo: A presente dissertação teve como objetivo central investigar as redes sociais e econômicas tecidas pelas mulheres alforriadas da vila de Pitangui, no período de 1750 a 1820. Para tanto, utilizamos inventários post mortem, testamentos e ações cíveis como fontes primárias em nossa pesquisa, no intuito de compreender os espaços de atuação destas mulheres no ceio da localidade em questão. Mostraremos que elas mantiveram relações com pessoas de diferentes segmentos sociais a partir dos ofícios desempenhados no ambiente urbano, no contato com a vizinhança, nas irmandades leigas e quando acessaram a justiça para resolver algum conflito. Através da análise qualitativa e quantitativa, fomos capazes de reconhecer, igualmente, o universo material vivenciado pelas libertas, como a composição da casa, da família, do vestuário, da religiosidade, dos cativos em posse, do pecúlio e outros. Compreendemos que, tanto o acesso aos bens materiais quanto à justiça, através das demandas judiciais, refletem o processo de inserção social da população feminina egressa do cativeiro, importante forma de legitimação o status social alcançado e distanciamento da escravidão.
Resumo em outra língua: Ce travail eut comme but central d’entreprendre l’investigation sur les résaux sociaux et économiques faits par les femmes affranchies de la ville de Pitangui, de 1750 a 1820. Pour cette entreprise, on utilisa les inventaires post mortem, les testaments et les actions civiles comme sources primaires dans la recherche ayant l’objectif de comprendre les espaces où ces femmes jouaient un rôle dans la ville en question. On veut montrer que ces femmes avaient des contacts avec des personnes de différentes classes socialesa partir des rôles qu’elles ont joués dans l’ambiance urbaine, dans le contact avec les voisins, dans les confréries laïques et aussi quand elles avaient l’accès à la justice pour faire cesser des conflits. À travers des analyses qualitative et quantitative, on voit également l’univers matériel vécu par les femmes affranchies, comme l’organisation de la maison, celle de la famille, des vêtements, de la religiosité, des esclaves, d’une certaine somme d’argent et quelques autres. On comprend que l’accès aux biens matériels comme celui à la justice, à travers des demandes judiciaires, réflechissent le procès d’insertion sociale de la population féminine qui vient de la prison des esclaves ; ce procès est une importante façon de legitimer le status social atteint et de distancier de l’esclavage.
Descrição: Programa de Pós-Graduação em História. Departamento de História, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto.
URI: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/8725
Licença: Autorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo autor, 12/09/2017, com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0, que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que seja citado o autor e licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação desta.
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